Gestor Operacional: Luiz Paulo Gonçalves Miguel de Jesus
Data de Emissão: 05 de Janeiro de 2026
ID: BMV-AUDIT-2026-001
CORPO PRINCIPAL
ANEXOS TÉCNICOS
Área: Tecnologia da Informação/Gestão Operacional
Gestor Operacional: Luiz Paulo Gonçalves Miguel de Jesus
05 de janeiro de 2026
Este dossiê possui caráter técnico, deliberativo e auditável, fundamentado em evidências observáveis em ambiente produtivo, análises comparativas com o sistema legado e registros documentais anexos. Seu conteúdo pode subsidiar decisões estratégicas, contratuais, operacionais e jurídicas, bem como ações de reestruturação tecnológica.
(Leitura Obrigatória)
Este relatório técnico tem como objetivo consolidar, de forma estruturada, rastreável e auditável, os principais pontos críticos identificados no sistema BMV (https://backoffice.bmv.global), desenvolvido pela Multiledgers. A análise contempla não conformidades técnicas, falhas de concepção, erros de lógica, lacunas operacionais, riscos de escalabilidade e fragilidades relevantes de governança, todos com impacto direto na continuidade operacional, na confiabilidade dos processos e na credibilidade institucional da BMV.
O sistema BMV, elemento central para a operação da organização, foi concebido e implementado a partir de uma replicação direta do sistema legado, sem que tivesse sido conduzida uma reengenharia estrutural adequada dos fluxos operacionais, das regras de negócio e da arquitetura tecnológica subjacente.
Como consequência direta dessa abordagem de “cópia e adaptação”, o sistema atual apresenta os seguintes efeitos combinados e críticos:
Essa combinação compromete a maturidade tecnológica da plataforma e impede que o sistema atenda aos requisitos mínimos exigidos pelo modelo de negócio da BMV, especialmente nos seguintes eixos críticos:
Funcionalidades essenciais dependem excessivamente de processos manuais, resultando em lentidão operacional, maior propensão a falhas humanas e uso ineficiente de recursos, impactando diretamente a produtividade e a previsibilidade da operação.
A arquitetura do sistema não foi projetada para sustentar crescimento consistente de volume transacional, base de usuários ou complexidade operacional, criando limitações estruturais à expansão segura e sustentável do negócio.
Foram identificadas deficiências relevantes nos mecanismos de auditoria, rastreabilidade de ações e controle do ciclo de vida de dados e transações, comprometendo a governança, a gestão de riscos e o atendimento a potenciais exigências regulatórias, contratuais e institucionais.
A base tecnológica e a lógica sistêmica apresentam fragilidades que afetam diretamente a previsibilidade, a estabilidade e a integridade das operações, ampliando o risco de falhas operacionais e inconsistências sistêmicas.
Este Dossiê Técnico de Avaliação foi elaborado para subsidiar decisões estratégicas, táticas e estruturais no mais alto nível da organização, constituindo-se como instrumento formal de governança, cobrança técnica, mitigação de riscos e suporte à tomada de decisão.
Além de seu caráter técnico, este documento constitui a base formal e auditável para:
O presente documento tem como finalidade estabelecer uma base informacional sólida, técnica e verificável para a gestão, correção e evolução do sistema BMV, contemplando os seguintes objetivos centrais:
Catalogar, de forma estruturada, todas as falhas, inconsistências, bugs e deficiências identificadas no sistema.
Expor e analisar os riscos inerentes à operação da plataforma, abrangendo dimensões operacionais, tecnológicas, financeiras e jurídicas.
Constituir acervo documental apto a subsidiar decisões estratégicas de alto impacto, com base técnica e evidencial.
Servir como padrão técnico e ponto de partida para correções pontuais, projetos de reengenharia profunda ou eventual substituição integral do sistema.
| Característica | Descrição Técnica Avaliada |
|---|---|
| Sistema Avaliado | Plataforma BMV (Backoffice) |
| Fornecedor | Multiledgers |
| Origem da Solução | Replicação direta de sistema legado, sem reengenharia estrutural dos fluxos, regras de negócio ou arquitetura tecnológica |
| Estado Operacional | Sistema em produção, com elevada dependência operacional, forte acoplamento a processos manuais e baixa resiliência a falhas |
| Proposta Técnica Original | Plataforma automatizada, escalável, integrada à tecnologia blockchain e orientada à tokenização de ativos |
| Estado Real Identificado | Plataforma com necessidade recorrente de intervenção manual, automação insuficiente, limitações estruturais de escalabilidade e maturidade técnica incompatível com a proposta original |
A avaliação do Sistema BMV foi conduzida a partir de uma abordagem técnica, prática e comparativa, com foco na identificação de não conformidades estruturais, riscos operacionais e lacunas de governança, evitando análises teóricas ou desconectadas da realidade operacional. Foram adotados os seguintes métodos:
Análise do sistema em uso real, considerando cenários operacionais efetivamente executados pelas equipes internas e clientes, permitindo a identificação de fragilidades práticas e recorrentes.
Verificação sistemática das funcionalidades, fluxos e regras de negócio do sistema atual em contraste com o sistema legado, com foco em perdas funcionais, divergências conceituais e regressões operacionais.
Avaliação dos fluxos críticos de negócio, identificando pontos de intervenção manual, dependências externas, quebras de automação e fragilidades de rastreabilidade.
Registro técnico das limitações estruturais, inconsistências funcionais e lacunas de governança observadas durante a operação, sem a utilização de inferências ou hipóteses não verificáveis.
Os fluxos detalhados, exemplos práticos, registros operacionais e evidências técnicas que fundamentam esta metodologia encontram-se consolidados no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais e no Anexo II – Matriz de Paridade Funcional (Sistema Legado x Sistema Atual).
Os desafios identificados ao longo da avaliação foram organizados em macroáreas temáticas, com o objetivo de facilitar a leitura executiva, o enquadramento de riscos e a definição de prioridades estratégicas. As não conformidades e lacunas observadas concentram-se nas seguintes áreas:
Referência aos Anexos: A relação completa de não conformidades, exemplos práticos e impactos associados a cada área está detalhada nos Anexos I, II e III.
O sistema atual foi concebido a partir de uma replicação direta das estruturas, lógicas e conceitos do sistema legado, sem a realização de uma reengenharia profunda que considerasse os novos requisitos de escala, automação e governança do modelo de negócio da BMV. Essa abordagem manteve limitações históricas e transferiu fragilidades estruturais para o novo ambiente tecnológico.
Como consequência direta dessa herança não reestruturada, foram observados:
Referência aos Anexos: A análise comparativa entre arquitetura legada e atual encontra-se detalhada no Anexo II – Matriz de Paridade Funcional.
Além dos fluxos de movimentação de saldo, observa-se fragilidade estrutural semelhante no processo de solicitação e emissão da CDE – Certidão de Disponibilidade de Estoque, apesar da existência de uma página dedicada no sistema. O fluxo atual permanece majoritariamente manual e externo ao sistema, com dependência de e-mail, aprovações humanas sequenciais e emissão de boleto fora da plataforma.
Fluxo AS-IS – Solicitação de CDE:
Esse modelo não configura uma jornada digital, apesar da existência de interface sistêmica, caracterizando uma funcionalidade incompleta e não operacionalizada.
O fluxo atual de CDE apresenta os seguintes problemas críticos:
Apesar da existência da página de solicitação no sistema, o fluxo não é end-to-end, o que compromete seu propósito funcional.
A situação observada no fluxo de CDE não pode ser classificada como limitação pontual ou melhoria futura, pois:
Trata-se, portanto, de não conformidade estrutural, equivalente aos fluxos de movimentação de saldo e pedidos de certificados.
O fluxo ideal de solicitação de CDE deve ser reestruturado para operar integralmente dentro da plataforma, contemplando:
O papel do back-office deve ser supervisório, e não operacional.
A manutenção da emissão de boletos fora do sistema representa:
Recomenda-se a integração via API com o provedor de cobrança atualmente utilizado (OMIE) ou equivalente, garantindo:
Referência aos Anexos: Os fluxos AS-IS e TO-BE da solicitação de CDE encontram-se documentados no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais, juntamente com os fluxos de intenção de movimentação e pedidos de certificados.
(Com referência visual aos fluxos operacionais – AS-IS x TO-BE)
A Blockchain constitui pilar central do modelo de negócio da BMV, sendo a base conceitual da tokenização das UCSs, da rastreabilidade das transações e da confiabilidade do sistema. No entanto, a análise técnica do sistema atual evidencia que essa tecnologia não está integrada de forma estrutural ao core transacional da plataforma.
Conforme ilustrado na Figura 1 – Jornada das UCSs no Sistema BMV (AS-IS) versus Jornada das UCSs na Blockchain (TO-BE), observa-se uma dissociação clara entre os fluxos operacionais internos do sistema e a camada blockchain, resultando em processos fragmentados, dependentes de intervenção manual e sem rastreabilidade automática ponta a ponta.
Figura 1 – Jornada das UCSs no Sistema BMV (AS-IS) x Jornada das UCSs na Blockchain (TO-BE)
(Fluxograma anexo elaborado pela equipe técnica da BMV)
No modelo atualmente implementado, a Blockchain é utilizada de forma passiva e registral, atuando apenas como repositório posterior de informações, sem participação ativa na automação, validação ou governança das operações.
De acordo com o fluxo superior apresentado na Figura 1 (Jornada das UCSs dentro do Sistema BMV), o ciclo de vida das UCSs ocorre majoritariamente fora da Blockchain, passando por etapas como:
Nesse modelo:
Essa abordagem compromete a integridade do modelo de tokenização e impede que a Blockchain exerça seu papel como camada de confiança e motor transacional do sistema.
A análise técnica identificou fragilidades estruturais críticas no modelo atual:
Essas fragilidades tornam o modelo operacional incompatível com cenários de crescimento, múltiplas safras e aumento do volume transacional.
O fluxo inferior da Figura 1 (Jornada das UCSs dentro da Blockchain – Polkadot) representa o modelo estrutural recomendado, no qual a Blockchain deixa de ser acessória e passa a integrar o núcleo transacional do sistema.
Nesse modelo:
Esse modelo assegura mutabilidade auditável, integridade transacional e escalabilidade real do sistema.
A existência de filas de processamento é elemento crítico para o equilíbrio operacional do ecossistema BMV. No modelo recomendado:
Esse mecanismo garante que, por exemplo, ao aposentar 3 UCSs de um produtor com saldo de 50 UCSs, o sistema atualize corretamente o saldo, preserve o histórico completo e mantenha rastreabilidade plena para auditoria futura.
A ausência dessa integração estrutural gera riscos críticos em cenários de escala:
No estado atual, a continuidade das subidas de safra sem a correção estrutural da camada blockchain amplifica o retrabalho e a dívida técnica, colocando em risco a integridade de todo o ecossistema.
Com base na análise e no fluxo TO-BE apresentado, estabelecem-se como diretrizes técnicas obrigatórias:
Referência aos Anexos: Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais; Anexo III – Matriz de Risco; Anexo V – Cenários de Tokenização e Movimentação de UCSs.
O sistema não adota uma identidade de negócio única e consistente, utilizando identificadores técnicos distintos entre tabelas e módulos.
Essa abordagem compromete:
Referência aos Anexos: Os impactos práticos e exemplos de inconsistência encontram-se descritos no Anexo III – Matriz de Risco do Sistema BMV.
Nomes Incompletos: Em alguns cenários, o sistema exibe apenas o primeiro nome do usuário, mesmo quando o cadastro foi corretamente preenchido com nome e sobrenome.
Análise: Essa falha compromete a identificação inequívoca do cliente, impacta relatórios operacionais e gerenciais e fragiliza a governança dos dados cadastrais. A exibição incompleta do nome em diferentes telas gera inconsistência na experiência do usuário e aumenta o risco de duplicidade ou erro na interpretação de registros.
Referência ao Anexo: As evidências técnicas, incluindo a relação de telas afetadas e registros operacionais associados, encontram-se detalhadas no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais.
Arquivamento Lógico Ausente: Não há um processo formal e estruturado para o arquivamento lógico de usuários que deixaram de interagir com o ecossistema (e-commerce), mantendo registros inativos na base operacional ativa.
Impossibilidade de Exclusão Definitiva: Inexiste funcionalidade para a exclusão física e permanente de cadastros (clientes ou registros), inclusive em casos de erro de preenchimento, duplicidade ou encerramento da relação comercial.
Análise: A ausência de mecanismos adequados para o gerenciamento do ciclo de vida dos usuários gera acúmulo indevido de dados, aumenta a dívida técnica da base cadastral e impacta negativamente a performance do sistema. Além disso, expõe a empresa a riscos de compliance e governança da informação, ao manter registros desnecessários, desatualizados ou incorretos na base ativa.
Referência ao Anexo: O detalhamento do fluxo operacional atual, bem como a avaliação de riscos associados, encontra-se descrito no Anexo III – Matriz de Risco do Sistema BMV.
Foi identificada uma inconsistência estrutural entre o sistema atualmente em uso e o sistema legado no que se refere à nomenclatura, classificação e mapeamento dos estados de saldo associados às movimentações financeiras.
Como exemplo, uma mesma operação é registrada no sistema atual como DIS > DIS, enquanto no sistema legado a movimentação equivalente é apresentada como RES > APO. Essa divergência evidencia desalinhamento conceitual e semântico entre os ambientes, comprometendo a correta interpretação da natureza da transação e seus impactos sobre os saldos.
Referência ao Anexo: A matriz comparativa completa entre os estados de saldo do sistema legado e do sistema atual encontra-se no Anexo II – Matriz de Paridade Funcional (Sistema Legado x Sistema Atual).
Em resposta formal, a Multiledgers esclareceu que a limitação de filtros na tela de movimentações foi uma decisão intencional de escopo, adotada com o objetivo de acelerar a disponibilização da plataforma e permitir a rápida operacionalização das transações com clientes externos da BMV.
Referência ao Anexo: O posicionamento formal do fornecedor e os registros de alinhamento encontram-se consolidados no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais.
Embora o posicionamento do fornecedor descarte a caracterização de defeito técnico isolado, a análise técnica independente identificou que a ausência de padronização de nomenclaturas, combinada à redução funcional em relação ao sistema legado, gera impactos relevantes sob as perspectivas técnica, operacional e de governança.
Foram identificadas as seguintes consequências:
Adicionalmente, observou-se que:
Como consequência prática, operações de transferência podem ser interpretadas como distribuições, distorcendo a lógica financeira e contábil do fluxo.
Referência ao Anexo: Os cenários analisados e os exemplos de distorção de classificação encontram-se detalhados no Anexo II – Matriz de Paridade Funcional.
Este item permanece classificado como Não Conformidade Funcional de Governança e Usabilidade, não por erro de implementação técnica isolado, mas por inadequação estrutural ao modelo operacional, financeiro e de controle historicamente consolidado pela BMV.
Trata-se de uma não conformidade de impacto transversal, afetando confiabilidade, auditoria, conciliação e governança dos dados transacionais.
A ausência de padronização nos estados de saldo, aliada à limitação funcional de filtros, representa risco sistêmico elevado nos pilares de Governança, Conformidade e Auditoria. Essas inconsistências reduzem a confiabilidade dos dados transacionais e afetam a credibilidade da plataforma perante auditorias externas, parceiros institucionais e questionamentos regulatórios ou jurídicos.
As ações necessárias não configuram melhorias de usabilidade ou ajustes estéticos, mas correções mandatórias de alinhamento funcional e estratégico, indispensáveis para garantir integridade dos saldos, rastreabilidade histórica das operações e validação segura em processos de conciliação financeira.
A regra de negócio associada a este tema deve ser tratada como diretriz de correção de alto risco, sendo inegociável para a saúde operacional, financeira e jurídica da BMV.
Foi identificada falha no fluxo de reenvio de documentos, na qual documentos reenviados após correção permanecem indevidamente com status de “recusado”, mesmo após novo upload. Essa inconsistência indica quebra na lógica de atualização de status e controle de estados do documento, comprometendo o fluxo de validação e gerando bloqueios operacionais artificiais, retrabalho e dependência de intervenções manuais.
Do ponto de vista de governança, trata-se de não conformidade funcional crítica, com impacto direto em auditorias, SLA operacionais e experiência do usuário interno.
Referência ao Anexo: Os fluxos afetados e os registros de inconsistência encontram-se detalhados no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais.
Foi constatada a inexistência de mecanismo formal e sistemático de versionamento documental, incluindo controle de versões, histórico de alterações, autoria, data de modificação e trilha de auditoria. Essa lacuna compromete a governança da informação, a rastreabilidade histórica e a confiabilidade dos registros, além de dificultar auditorias, validações regulatórias e controles de mudança. Trata-se de não conformidade relevante, incompatível com ambientes que exigem integridade da informação e responsabilidade técnica claramente atribuída.
Referência ao Anexo: A avaliação de impacto e os riscos associados à ausência de versionamento encontram-se descritos no Anexo III – Matriz de Risco do Sistema BMV.
Foram identificadas deficiências relevantes na experiência do usuário, incluindo:
Essas limitações aumentam a curva de aprendizado, elevam a incidência de erros operacionais e impactam negativamente a eficiência do uso do sistema.
Referência ao Anexo: Os exemplos práticos e evidências relacionadas à usabilidade encontram-se consolidados no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais.
O sistema BMV apresenta um mecanismo de controle de acesso bem estruturado e tecnicamente adequado, baseado em um menu granular de permissões, que permite o gerenciamento detalhado dos níveis de acesso por perfil de usuário. A plataforma contempla múltiplos níveis de acesso, variando desde clientes até administradores (ADM), possibilitando a definição precisa de permissões para visualização, execução e gestão de funcionalidades. Do ponto de vista de segregação de funções e controle de permissões, o sistema demonstra maturidade técnica e não apresenta não conformidades relevantes nesse aspecto.
Apesar da robustez no controle de acesso, foi identificada uma lacuna estrutural relevante relacionada à auditabilidade e rastreabilidade das ações executadas no sistema. Atualmente, não é possível identificar de forma clara e rastreável qual usuário executou determinada ação, quando a ação foi realizada (data e hora) e o contexto operacional da alteração.
Essa limitação afeta operações críticas, tais como:
Em telas como Movimentações, por exemplo, não há indicação visível ou facilmente acessível do usuário responsável pela transação, o que inviabiliza a identificação de autoria em caso de erro, inconsistência ou necessidade de investigação operacional.
A ausência de trilha de auditoria gera impactos diretos nos seguintes pilares:
Cabe destacar que essa funcionalidade não foi identificada de forma clara nem no sistema atual nem no sistema legado, indicando que sua adoção exige alteração estrutural, e não simples correção pontual.
Não Conformidade Estrutural de Governança e Auditabilidade.
Trata-se de uma lacuna relevante em sistemas que operam com transações, registros sensíveis e exigência de rastreabilidade, sendo incompatível com boas práticas de governança corporativa e tecnológica.
Recomenda-se a implementação de um mecanismo formal de trilha de auditoria (audit trail), contemplando, no mínimo:
Essa diretriz deve ser tratada como requisito estrutural de governança, e não como melhoria opcional, sendo essencial para elevar o nível de maturidade, confiabilidade e auditabilidade do Sistema BMV.
Referência ao Anexo: Os exemplos práticos, fluxos afetados e evidências da ausência de rastreabilidade encontram-se detalhados no Anexo I – Evidências Técnicas e Operacionais.
Esta seção descreve as principais deficiências identificadas na prestação de suporte técnico ao Sistema BMV e na governança que orienta os processos operacionais associados. Os pontos aqui apresentados impactam diretamente a disponibilidade da aplicação, a produtividade das equipes e a experiência dos clientes finais, tornando essencial a sua correção para garantir estabilidade, previsibilidade e escalabilidade do serviço.
Foi identificado um padrão recorrente de lentidão no atendimento por parte da equipe de suporte técnico, inclusive em demandas de baixa complexidade ou correções pontuais. Solicitações consideradas simples frequentemente levam dias para retorno ou resolução, comprometendo a continuidade das operações e a eficiência dos fluxos internos.
Em diversos cenários, a equipe de desenvolvimento apresentou dificuldades para destravar operações críticas do sistema. Como consequência, clientes que já haviam efetuado pagamentos de transações ficaram impossibilitados de prosseguir com seus processos por períodos prolongados, chegando a aguardar 3, 4 ou até 5 dias para a normalização do serviço.
Mesmo após a liberação dessas operações, observou-se a recorrência de novos erros ou falhas sistêmicas (bugs), o que gerou interrupções sucessivas e retrabalho. Esse ciclo contínuo de correções reativas evidencia a ausência de estabilização adequada do ambiente e resulta em um fluxo de trabalho pouco produtivo, afetando diretamente a performance operacional da empresa.
A inexistência de um Acordo de Nível de Serviço (SLA) formal, documentado e amplamente comunicado representa uma falha crítica na governança operacional do Sistema BMV. Atualmente, não há critérios objetivos e transparentes que definam prioridades, tempos máximos de resposta e resolução ou fluxos claros de escalonamento.
Na prática, qualquer solicitação cujo tempo estimado de execução ultrapasse 20 minutos passa automaticamente a ser classificada como melhoria, independentemente de se tratar de uma correção simples ou ajuste necessário para o funcionamento adequado do sistema. Nessas situações, o atendimento fica condicionado à aprovação de níveis hierárquicos superiores da empresa prestadora, incluindo, em alguns casos, a diretoria.
Esse modelo gera entraves operacionais recorrentes, pois até mesmo correções básicas — como ajustes de layout em tabelas ou correções visuais — ficam paralisadas caso extrapolem esse limite de tempo. A ausência de critérios claros e previamente acordados resulta em: falta de previsibilidade no atendimento das demandas; dificuldade para destravar pendências operacionais; desalinhamento de expectativas entre as equipes técnicas e os usuários; e impossibilidade de planejamento adequado das atividades operacionais.
Além disso, não existem definições formais sobre: critérios de priorização (Crítica, Alta, Média ou Baixa); prazos-alvo de resposta e solução (Target Times); e fluxo estruturado de escalonamento, permitindo que demandas não resolvidas avancem automaticamente para níveis superiores de suporte ou desenvolvimento.
Essa lacuna de governança compromete a mensuração de desempenho do suporte, dificulta a responsabilização em casos de falhas e impacta directamente a disponibilidade e a confiabilidade da aplicação. Como consequência, o cenário atual tem limitado a capacidade de escalar os serviços de forma sustentável, prejudicando tanto a operação quanto a estratégia de crescimento das partes envolvidas.
Diante desse contexto, torna-se fundamental estabelecer, de forma clara e acordada entre os envolvidos, o tempo efetivamente dedicado ao projeto, os limites de atuação do suporte e os critérios objetivos para distinção entre correções e melhorias, a fim de destravar pendências recorrentes, aumentar a eficiência operacional e garantir maior previsibilidade e estabilidade ao Sistema BMV.
A implementação urgente de um SLA estruturado é recomendada como medida essencial para assegurar um padrão mínimo de qualidade, governança e desempenho do serviço prestado.
Os riscos identificados ao longo desta avaliação foram consolidados por categoria, considerando impacto operacional, probabilidade de ocorrência e efeito sistêmico sobre a operação da BMV. Estes riscos não são hipotéticos: decorrem de falhas estruturais observadas em ambiente produtivo e devidamente evidenciadas nos Anexos Técnicos.
As recomendações a seguir não tratam de melhorias incrementais, ajustes cosméticos ou otimizações pontuais. Tratam-se de diretrizes estruturais obrigatórias para garantir a sustentabilidade técnica, operacional e jurídica do sistema.
O detalhamento completo das não conformidades identificadas neste dossiê encontra-se documentado nos Anexos Técnicos, que constituem parte integrante e indissociável deste relatório.
Este corpo principal estabelece:
As não conformidades constantes nos anexos:
Esta seção consolida os ajustes definidos como obrigatórios, imediatos e não negociáveis, constituindo instrumento formal de cobrança técnica e operacional ao fornecedor.
Os itens aqui enquadrados impactam diretamente:
Este registro possui caráter deliberativo, vinculante e auditável, sendo complementado pelas evidências constantes nos Anexos Técnicos.
Os registros desta seção referenciam diretamente:
Este dossiê fornece base técnica, documental e objetiva para:
O sistema BMV, em seu estado atual, não atende aos requisitos mínimos de maturidade tecnológica, automação, governança de dados, rastreabilidade operacional e capacidade de escala necessários para sustentar, de forma segura, confiável e contínua, o modelo de negócio da organização.
Ressalta-se, de forma inequívoca, que esta avaliação possui natureza estritamente técnica, orientada à qualidade do serviço sistêmico entregue — e não à qualidade do atendimento prestado pela equipe de suporte. A equipe responsável demonstra postura colaborativa e diligente, atuando dentro das limitações impostas pelo modelo atual.
Contudo, esforço operacional e boa vontade não substituem arquitetura adequada, automação consistente, escalabilidade e governança técnica efetiva.
Falhas estruturais e funcionais vêm sendo recorrentemente enquadradas como "melhorias evolutivas", quando, na realidade, configuram não conformidades mandatórias. Essa abordagem posterga correções críticas, distorce prioridades técnicas e mantém a operação exposta a riscos operacionais, financeiros, jurídicos e reputacionais relevantes.
O impacto direto dessas limitações sobre o cliente final merece destaque crítico. Clientes que já efetuaram pagamento de transações não podem aguardar dias para conclusão de processamento que deveria ocorrer de forma automática e imediata.
Interrupções dessa natureza geram paralisações artificiais na cadeia de prestação de serviços, afetando diretamente a qualidade percebida, a previsibilidade operacional e a confiança do mercado. Esses atrasos aumentam o risco de questionamentos contratuais e regulatórios, gerando risco reputacional elevado junto a clientes, parceiros e investidores.
Há um ponto técnico de gravidade máxima que se sobrepõe a todas as demais análises: a ausência de integração efetiva, automação e escalabilidade da camada de Blockchain.
A proposta conceitual e estratégica do sistema BMV está diretamente associada à tokenização, sendo a Blockchain o pilar central do modelo de negócio — e não um componente acessório. No entanto, conforme demonstrado neste relatório, a Blockchain atualmente opera de forma passiva, manual, não orquestrada e sem capacidade de escala, inviabilizando seu papel como motor transacional, mecanismo de rastreabilidade e base de confiança do sistema.
Conclusão Técnica Crítica: Enquanto não forem resolvidas as questões relacionadas à criação automática de wallets, abastecimento automatizado, integração direta entre blockchain e saldos/movimentações, e capacidade de operação em escala, todo o contexto sistêmico ao redor — UX, fluxos operacionais, filtros, nomenclaturas, governança de dados e SLAs — torna-se secundário e insuficiente para discussão estratégica.
Sem uma Blockchain escalável, integrada e governada sistematicamente, não há tokenização viável, e consequentemente não há sustentação técnica para o modelo de negócio proposto.
Do ponto de vista estratégico, o modelo operacional atual não comporta operação de maior escala. A dependência excessiva de processos manuais, aliada à fragilidade da camada blockchain, impede crescimento seguro, previsível e auditável.
Para expandir operações, é indispensável estabelecer nível substancialmente mais elevado de confiança no sistema, o que somente será possível por meio de correções estruturais profundas, priorizadas a partir da Blockchain.
Há capacidade técnica para evolução da solução. Contudo, essa evolução não ocorrerá sem:
O projeto exige tratamento à altura de sua criticidade estratégica, com alocação de esforço compatível com a responsabilidade envolvida, de modo que a solução funcione de forma sustentável e equilibrada para ambas as empresas.
A responsabilidade pela decisão estratégica recai sobre a Diretoria, que deverá deliberar, de forma objetiva e responsável, entre:
Correção Estrutural: Implementar como prioridade máxima a correção estrutural e escalabilidade da camada Blockchain.
Reengenharia Profunda: Conduzir reengenharia profunda do sistema, com a Blockchain como núcleo do core transacional.
Substituição Integral: Caso os riscos e custos não se justifiquem, avaliar a substituição integral da solução tecnológica.
A postergação dessa decisão representa a manutenção consciente de um risco operacional, financeiro, jurídico e reputacional elevado, incompatível com a estratégia de crescimento, credibilidade institucional e sustentabilidade do negócio BMV.
Este anexo consolida as provas técnicas e visuais (prints de tela e logs) que fundamentam as não conformidades citadas no corpo deste dossiê. A análise compara o comportamento esperado (conforme legado ou requisitos) com o comportamento observado no sistema atual.
Descrição: Falha crítica na filtragem de pedidos. Ao realizar uma busca, o sistema ignora os parâmetros e retorna resultados aleatórios ou incompletos.

Sistema Atual: Resultado incoerente com a busca.

Referência Legado: Filtragem precisa e instantânea.
Impacto: Perda de produtividade e alto risco de erro humano em operações de backoffice devido à ausência de ícones, tags e indicadores de status claros.

Legado: Interface rica em metadados visuais.

Atual: Interface simplificada com perda de dados.
Risco Financeiro: Inconsistência matemática nos cálculos de distribuição (1/3). O sistema apresenta arredondamentos incorretos ou falha no processamento de saldos.
Nota: O catálogo completo contém 09 evidências (EV-01 a EV-09) detalhadas no sistema interativo.
Cronograma de interações técnicas e marcos operacionais durante o período de 60 dias (Nov/Dez 2025).
Acompanhamento inicial e detecção de bugs de interface.
Identificação de erros em cálculos financeiros e integração Blockchain.
Consolidação de evidências de não conformidade estrutural.
Avaliação consolidada dos riscos associados à continuidade do sistema atual.
| Categoria | Risco Identificado | Probabilidade | Impacto | Nível |
|---|---|---|---|---|
| Técnico | Inconsistência de Dados On-chain/Off-chain | Alta | Crítico | CRÍTICO |
| Financeiro | Falha na Liquidação de Royalties/DARE | Média | Crítico | CRÍTICO |
| Operacional | Inviabilidade de Escala (Processos Manuais) | Alta | Alto | ALTO |
| Jurídico | Inconformidade com Acordos de Homologação | Média | Alto | ALTO |
Comparativo entre as funcionalidades do Sistema Legado (homologado) e o Sistema Atual, evidenciando regressões e lacunas.
❌ Dashboards: Ausência total de visão gerencial inicial.
❌ Filtros: Perda de capacidade de busca avançada.
❌ Performance: Lentidão em consultas simples de acervo.
⚠ Blockchain: Fluxos que deveriam ser automáticos são manuais.
⚠ Documentação: Ausência de APIs públicas documentadas.
⚠ Fluxos CDE: Processo forçado para fora da plataforma.
Mapeamento visual dos gargalos atuais versus o modelo ideal projetado para escala e governança digital.

Mapeamento comparativo: Atualmente centralizado no backoffice vs. Ideal automatizado on-chain.

Gargalo Operacional: O fluxo atual exige múltiplos sistemas externos, gerando demora e erro.
Este anexo apresenta a análise consolidada da comunicação mantida via WhatsApp no grupo de suporte técnico. Este registro é fundamental para comprovar o histórico de falhas, tempos de resposta e o padrão de suporte reativo adotado pelo fornecedor.
Declaração de Natureza Estritamente Profissional e Comercial
Este registro de comunicações é composto exclusivamente por interações mantidas em grupos de suporte técnico e operacional de caráter comercial entre as equipes da BMV e da Multiledgers. Esclarece-se que:
2825
Mensagens
110
Dias Ativos
94
Imagens/Provas
12
Chamadas
| Data | Descrição do Incidente | Severidade |
|---|---|---|
| 27/08/2025 | Erro de saldo em UCS deletadas sem limpeza de order book | HIGH |
| 28/08/2025 | Falha crítica no envio de PIN (Bloqueio total de aprovação) | CRITICAL |
| 04/09/2025 | Report Mumbuca Verde corrompido e erro de labels (Vendedor vs Cliente) | HIGH |
| 11/09/2025 | Bug de Geração de Safra Duplicada (Inconsistência em Blockchain) | CRITICAL |
| 16/09/2025 | Admissão de falta de conhecimento do sistema legado pelo fornecedor | HIGH |
| 25/09/2025 | Instabilidade crítica e queda de site durante manutenção WordPress | CRITICAL |
| 30/09/2025 | Erro de mapeamento de Núcleo em Certificado (Monte Cristo vs Guariba) | HIGH |
| 20/10/2025 | QUEDA AWS: Servidores fora do ar e impacto em produção | CRITICAL |
| 31/10/2025 | Erro de operação em processamento de pedido SaaS BMV | HIGH |
| 06/11/2025 | Migração de grupo por falhas de comunicação e suporte | MEDIUM |
| 11/11/25 | Pedido 50 (Real) travado com cliente cobrando o selo | CRITICAL |
| 12/11/2025 | Janela modal não responsiva (UX) - Impedimento de salvar dados | MEDIUM |
| 17/11/2025 | Erro NaN em cotações e fluxo travado sem validação de docs | HIGH |
| 19/11/2025 | Cálculo de taxa de transferência incorreto (valor duplicado) | HIGH |
| 24/11/25 | Bug de vínculo: e-mail não consegue administrar múltiplas contas | HIGH |
| 27/11/2025 | Bug de seleção de fazendas: sistema ignora IDs individuais | HIGH |
| 04/12/2025 | EMISSÃO INDEVIDA: 4 UCS aposentadas por erro de dev em produção | CRITICAL |
| 10/12/2025 | MIGRAÇÃO FALHA: 53 fazendas ausentes na base de dados | CRITICAL |
| 12/12/2025 | Falha de hash e desconexão da Blockchain (API Down) | CRITICAL |
| 07/01/2026 | Reporte de 4 novos bugs críticos em inspeção interna | HIGH |
| 20/01/2026 | Funcionalidade de BLOQUEIO DE UCS inoperante (não testada) | CRITICAL |
| 22/01/2026 | Erro em Report (Reveillon Copacabana) e planilha de movimentação | CRITICAL |
| 03/02/26 | Report SaaS BMV com campos em branco (Titular/KPIs) | HIGH |
| 05/02/26 | VULNERABILIDADE: Sistema exige senha do cliente para Admin editar | CRITICAL |
| 23/02/2026 | QUEDA TOTAL: Máquina com disco cheio na Cloudflare | CRITICAL |
"Se qualquer uma das Partes não cumprir suas obrigações... e tal inadimplência não for remediada dentro de 15 (quinze) dias após notificação escrita, a outra Parte terá o direito de encerrar imediatamente suas obrigações contratuais."
Ocorrência de falhas críticas (ex: vulnerabilidade de senha) que permaneceram sem correção por mais de 15 dias (05/02 a 24/02).
"Em circunstâncias onde: (a) uma das Partes falhar repetidamente em cumprir suas obrigações... a outra Parte poderá rescindir o Contrato de forma antecipada."
Padrão sistêmico de reincidência de bugs e falhas de integridade de dados (emissão tripla de UCS).
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| Data | Solicitante | Demanda / Problema | Resposta do Fornecedor | Status | Framing |
|---|---|---|---|---|---|
28/08/25 | Thaynara | Falha Crítica no envio de PIN | Problema de DNS/Locaweb | Resolvido (05/09) 8 dias | Cláusula 9.3 |
04/09/25 | Thaynara | Report Mumbuca não abre | Bug de lógica de negócio | Resolvido 1 dias | Operacional |
11/09/25 | Alessandra | Safra Duplicada em Blockchain | Limpeza manual no banco | Resolvido (15/09) 4 dias | Cláusula 9.3 (Grave) |
25/09/25 | Alessandra | Instabilidade Site (WordPress) | Erro em manutenção manual | Resolvido 1 dias | Cláusula 9.2 |
20/10/25 | Alessandra | SISTEMA FORA DO AR (AWS) | Incidente Cloud AWS | Resolvido 1 dias | Cláusula 9.2 |
11/11/25 | Thaynara | Pedido 50 Travado (Real) | Erro simulado pelo Dev | Resolvido (14/11) 3 dias | Cláusula 9.3 |
17/11/25 | Luiz Paulo | Erro NaN em Cotações | Ajuste via Banco | Resolvido (24/11) 7 dias | Operacional |
04/12/25 | Thaynara | EMISSÃO TRIPLA UCS (Pedido 905) | Admissão de erro em testes | Resolvido 1 dias | Cláusula 9.3 (Grave) |
10/12/25 | Luiz Paulo | 53 Fazendas Faltantes | Falha na migração do legado | Resolvido 1 dias | Cláusula 9.3 |
20/01/26 | Luiz Paulo | Bloqueio de UCS Inoperante | Admitido falta de teste inicial | Resolvido (23/01) 3 dias | Cláusula 9.3 |
22/01/26 | Thaynara | Erro Report (Reveillon) | Correção emergencial | Resolvido (23/01) 1 dias | Crítico/Comercial |
05/02/26 | Thaynara | Exigência de Senha do Cliente | Bug de Regra de Acesso | Resolvido (24/02) 19 dias | Cláusula 9.2 (Vencido) |
23/02/26 | Luiz Paulo | SISTEMA FORA DO AR | Disco cheio na Cloudflare | Resolvido 1 dias | Cláusula 9.2 |
Há indícios suficientes e materiais de descumprimento recorrente do contrato. A análise das interações comprova que o sistema entregue não atingiu o nível de maturidade e confiabilidade esperado para uma operação financeira e de auditoria.
Ciclo de Correção Reativa
Observa-se um padrão onde correções de bugs geram novos efeitos colaterais, criando um ciclo de instabilidade contínua. Demandas críticas (como pedidos travados) levaram até 5 dias para resolução paliativa.
Testes Diretos em Produção
Evidências claras de que o fornecedor realiza testes e manipulações de banco de dados diretamente no ambiente de produção, causando "sujeira" nos dados e aposentadoria indevida de ativos (UCS).
Lacunas de Regra de Negócio e Classificação
Múltiplos registros onde a equipe técnica demonstra desconhecimento das regras de negócio. Exemplo real: A ausência de suporte a clientes internacionais em relatórios foi tratada como uma "melhoria complexa" (27/01) e o módulo de "Bloqueio de UCS" foi entregue sem sequer ter sido testado (22/01), evidenciando a tentativa de classificar falhas de entrega como demandas novas.
Luiz Paulo Gonçalves Miguel de Jesus
Gestor Operacional / Auditor
BMV.Global - Governança
Revisão e Recebimento